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    Mulheres Empreendedoras: contexto de atuação

    Pesquisa realizada pela Olhi

    2024

    Pesquisa Olhi 2024


    Entre os dias 7 de outubro e 18 de dezembro de 2024, a Olhi conduziu sua segunda pesquisa sobre o contexto de atuação da mulher empreendedora no Brasil.


    Nesta edição, repetimos as perguntas aplicadas em 2023, com o objetivo de compreender:


    • as razões que levam mulheres a empreender,
    • como elas dividem o tempo entre o trabalho doméstico e o empreendedorismo,
    • e como se sentem em relação à carga laboral diária.

    Ao todo, 183 mulheres empreendedoras responderam à pesquisa.


    Principais resultados da pesquisa


    Os dados confirmam tendências já observadas no ano anterior, mas chamam atenção para alguns agravamentos importantes.


    • 51% das respondentes sentem que seus negócios não são levados a sério da mesma forma que os negócios masculinos.
    • 75% afirmam se sentir cansadas ou exaustas com frequência.

    Segundo as participantes, o empreendedorismo feminino está fortemente relacionado às demandas domésticas e familiares:


    • 27% empreendem para sustentar a casa e/ou a família;
    • 23% para conciliar trabalho e maternidade;
    • 69% buscam independência profissional.

    Trabalho remunerado e trabalho doméstico


    A pesquisa também evidencia a sobreposição entre o trabalho remunerado (empreender) e o trabalho não remunerado (doméstico).


    • 63% das mulheres empreendedoras dedicam mais de duas horas diárias ao trabalho doméstico;
    • 63% realizam o trabalho doméstico e o trabalho empreendedor de forma simultânea.

    Essa dupla jornada aparece como um dos principais fatores que impactam negativamente o desempenho dos empreendimentos.


    Carga mental, apoio e saúde mental


    Além da sobrecarga doméstica, muitas mulheres relatam sentir que não estão suficientemente preparadas para empreender, percepção que elas mesmas apontam como um fator que afeta seus negócios.


    Esse sentimento pode estar relacionado à falta de apoio e incentivo, especialmente no ambiente familiar e social, somada à percepção de que o mercado tende a valorizar mais negócios masculinos do que femininos.


    Não surpreende, portanto, que:


    • 64% das respondentes já tenham sido diagnosticadas com algum transtorno mental, como ansiedade, depressão ou síndrome de burnout.

    Os dados indicam que não são apenas as responsabilidades do cuidado que impactam o empreendedorismo feminino, mas também o reconhecimento, o apoio e a validação social e profissional.


    A Olhi agradece a todas as mulheres que contribuíram para esta pesquisa e ajudaram a ampliar a compreensão sobre os desafios do empreendedorismo feminino no Brasil.


    Boa leitura,


    Equipe Olhi


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